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PRÉ-INSCRIÇÕES

 

CATEQUESE INSCRIÇÕES

O Judo

O Judo, um desporto, uma escola da vida e uma paixão é uma modalidade de elevado valor educativo para a juventude que lhe proporciona grandes sensações de prazer, de alegria, de conhecer vários amigos que os ajudarão a progredir, a melhorar, a tornar-se mais perfeito, mais destro, mais ágil, mais forte.

O Judo é uma actividade que se pode praticar de várias maneiras, é uma grande família, é um treino e uma educação que permite realizar progressos físicos e mentais.

Através desta actividade a juventude torna-se mais forte, mais flexível, mais ágil, mais rápida. Aumenta o domínio que os jovens têm sobre eles próprios, sobre o seu espírito de decisão, a sua tenacidade face às dificuldades ou à fadiga.

Origem do Judo e Valores

O Judo é uma invenção puramente japonesa que data do final do século XIX. O seu fundador, Mestre Jigoro Kano, pretendeu criar um instrumento de progresso físico e mental, de amizade e de entreajuda nas nossas relações com os outros.

A educação, no Japão, tinha encontrado a sua expressão mais nobre no Budo, o ideal dos samurais. O próprio Mestre Kano tinha estudado em duas escolas de jiu-jitsu que reclamavam desse mesmo ideal, tendo recolhido no seu país a herança das técnicas de combate tradicionais e das preocupações de educação total do indivíduo, tanto na sua vertente física como mental. Soube dar-lhe uma forma adaptada à vida moderna, sem perda de originalidade e sem o abandono do valor das tradições. Soube impor ao Japão, e depois ao mundo inteiro, esta nova disciplina.

Foi graças a ele que o judo se tornou o único desporto de origem não ocidental praticado hoje em dia em todo o mundo. Os lemas através dos quais exprimiu os objectivos essenciais da prática,
"máxima eficácia mínimo esforço"
"prosperidade e benefícios mútuos",
permanecem actuais. Os valores do domínio individual, de tenacidade no esforço, de cortesia, de igualdade de espírito na vitória e na derrota, que devemos procurar no tatami, contribuem largamente para desenvolver uma personalidade apreciada por todos.

Permanência dos Valores

O Judo atravessou fronteiras, conquistou todos os países, penetrou em todas as culturas. Desde o princípio do século instalou-se na Europa. No seu início o Judo levou algum tempo a implantar-se. Em Portugal, a chegada a Lisboa, em 1958, do Mestre Kioshi Kobayashi foi decisiva.

Apesar das limitações sócio-politícas que se viviam no país, e não apenas no domínio das actividades físicas, o Judo português não deixou de prosperar: hoje mais de 12 000 praticantes de todas as idades fazem regularmente Judo em Portugal, distribuindo-se por 18 regiões e 400 clubes ligados à Federação Portuguesa de Judo.

Todos estes agentes da modalidade são transmissores dos valores essenciais do Judo, consubstanciados no código moral: delicadeza, coragem, sinceridade, controlo de si, honra, modéstia, amizade e respeito.

Estes valores permanecem hoje tão actuais como na época do mestre Jigoro Kano. O Judo é escola da vida, as graduações e os dans permitem-nos medir passo a passo, os nossos próprios progressos nas três componentes do Judo:

O shin, o gi e o tai.

O objectivo dos professores não é apenas a formação de campeões ou das técnicas do Judo, mas ajudar os jovens a sentirem-se bem na sua vida quotidiana, a viverem em harmonia no ambiente que os rodeia, a serem cidadãos em pleno.

Em Portugal o Judo transformou-se num verdadeiro desporto para todos, em que cada um é capaz de encontrar o seu lugar, fazer amigos, progredir, triunfar à sua medida, ganhar prazer, manter ou melhorar a sua condição física e exprimir e desenvolver a sua personalidade, no pleno respeito da personalidade dos outros.
O Judo tem uma identidade própria, com valores, normas e símbolos que o distinguem no quadro da dinâmica cultural de outras modalidades, sendo de facto uma actividade de elevado valor educativo. É importante que o jovem compreenda que no Judo podem coexistir as duas vias, competição e expressão técnica, que apreciam por meios diferentes o mesmo valor combinado sin-ghi-tai.

O “mental”: shin.

Desde o início, o professor ensina o jovem a respeitar o cerimonial, a tornar-se mais atento, mais paciente e mais corajoso. Hoje em dia vemos que a cortesia nos mais pequenos pormenores e o respeito pelo adversário e pelo Judo tornam o jovem mais forte. O jovem desenvolve o seu “mental”, a sua força mental: saber querer e querer no bom sentido.

A técnica: ghi

O jovem passa horas a aprender, a repetir, a explorar as subtilezas de um grande número de acções complexas, de ataque e de defesa. Com a ajuda do professor começa a aprender os “princípios”. O jovem desenvolve os conhecimentos e o repertório técnico; adquire habilidade e perícia e é cada vez mais exímio na execução técnica e no seu próprio aperfeiçoamento, procurando constantemente progredir.

O valor do combatente: tai

Todo o tempo de esforço, espírito de sacrifício, trabalho que o jovem dedica ao Judo proporciona-lhe um corpo vigoroso e de forma harmoniosa. É o desenvolvimento das capacidades do combatente.

O Espirito do Judo

O Dojo

Para cada desporto existe um espaço próprio, para o Judo temos o Dojo, lugar onde se pratica a modalidade. O Dojo é um lugar de estudo, de aprendizagem e de repetição, um atelier. O que é que construímos? Ele mesmo! Mas para isto é preciso começar por construir o Dojo.

O Código Moral

Uma lista de valores essenciais que é preciso fazer respeitar e as virtudes que ele deverá adquirir.

A Cortesia é um valor que se impõe desde o início no jovem judoca sob a forma de uma "etiqueta" simples mas rigorosa. É através deste valor que o jovem compreende as implicações das suas atitudes. No fundamental, é um conjunto de regras que determinam o comportamento de um grupo social e que convém respeitar.

A Coragem dos heróis é aquela que é obtida fruto de uma acção pontual. No Judo a coragem é de outra ordem: o saber começar (sem objectivo), continuar sem resultado e nunca desistir (sem esperança). A Sinceridade, saber ser verdadeiro, exprimir-se sem desvirtuar o pensamento.

Obriga a um grande conhecimento e aceitação de si próprio. A sinceridade exprime-se no judo, quanto à prática do combate em realizá -lo com o espirito isolado do resultado.

O Controlo de Si, particularmente das suas emoções, para ficar centrado e preservado ao máximo as sua potencialidades, sem entrar na excitação ou na apatia.

A Honra, dignidade moral em relação a si e aos outros, que permite em especial ao jovem judoca não aceitar ganhar, a qualquer custo.

A Modéstia, saber que se pode ganhar hoje e perder amanhã, saber colocar o ego no seu lugar, para funcionar em harmonia com os outros.

A Amizade, onde todas as horas passadas em conjunto a transpirar, procurar, opor-se no respeito, não são ilusórios, nem são o fim das relações de cumplicidade muito úteis para o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade.

O Respeito, do tapete, do professor, dos princípios, da integridade física dos outros e do seu valor humano, de si mesma, é uma das peças fundamentais do sucesso do judo e do seu alto valor educativo.

A prática do Judo nos Jovens deve contribuir para:

• Desenvolver de forma global e harmoniosa os jovens, nas dimensões física, intelectual, emocional e social, assim como para a sua formação cívica;

• Garantir a saúde e segurança nas actividades desenvolvidas;

• Propiciar as oportunidades de desenvolvimento pessoal e social, através da integração no grupo e do desenvolvimento da sua auto-estima;

• Proporcionar oportunidades para que os jovens possam viver, experiências agradáveis, fazer novos amigos, aprender novas habilidades, adquirir hábitos de auto-disciplina e persistência e aprender a cooperar e a competir com lealdade;

• Garantir a todos os jovens a oportunidade de se aperfeiçoarem, conferindo ao mesmo tempo, àqueles que manifestem aptidões fora do comum, a possibilidade de poderem prosseguir, se o desejarem, para níveis mais elevados do rendimento desportivo;

• Privilegiar a criação do gosto pela prática, a aprendizagem correcta e consistente das técnicas, o enriquecimento do "vocabulário" motor e o desenvolvimento geral das capacidades motoras, por oposição à valorização excessiva da vitória e do resultado, que conduzem facilmente ao treino intensivo;

• Evitar apresentar a vitória e as medalhas como as únicas referências de sucesso, devendo, pelo contrário, encorajar e elogiar o esforço efectuado e o progresso individual conseguido por cada praticante, independentemente dos resultados alcançados;

• Orientar as expectativas dos praticantes num sentido realista, obstando ao aparecimento de perspectivas exageradas para o seu desenvolvimento futuro, moderando, em particular, o aparecimento de "estrelas prematuras".

• Desenvolver atitudes saudáveis perante a vitória e a derrota, garantindo que estas são encaradas como "faces distintas da mesma moeda", fundamentalmente através do recurso a duas mensagens: "ganhar não é tudo nem a única coisa" e "perder não constitui obrigatoriamente um fracasso". (In A Dimensão Social do Judo na Formação do Jovem - Prof. Engº António Lopes Aleixo /Presidente da FPJ)

ORGANIZAÇÃO DAS AULAS

- As aulas decorrem no ginásio do Colégio de Nª Sª da Paz

- Os alunos poderão ser federados, por opção dos Pais e após aprovação do professor

- Os alunos são convidados a participar em Encontros Trimestrais de Judo (com participantes de outras escolas) que funcionam como “aulas abertas” para os Pais.

Destinatários: J.I., 1º, 2º e 3º Ciclo

Mais informações e inscrição na Secretaria do Colégio ou através do endereço: judocolegiodapaz@gmail.com~